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CBH Amap define prioridades para o Plano de Educação Ambiental em encontro com empresa contratada

Em 4 de março de 2026

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CBH Amap define prioridades [...]

 

Ações prioritárias de incentivo à Educação Ambiental devem ser apresentadas à comunidade em Oficina Pública de Prognóstico com data a ser definida pelo Comitê

 

O Comitê da Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros do Alto Paranaíba (CBH Amap) realizou, nesta quarta-feira (04/03), uma reunião estratégica de alinhamento sobre as próximas etapas do Plano de Educação Ambiental (PEA Amap).

 

 

Além da Diretoria do CBH Amap, o encontro remoto contou com a participação da EnvEx Engenharia e Consultoria, empresa executora do projeto, e da equipe técnica da Entidade Equiparada, a Abha Gestão de Águas. A reunião teve como objetivo ajustar expectativas e definir os projetos prioritários para a região.

 

O Plano encontra-se atualmente na fase de Prognóstico. Esta etapa sucede o Diagnóstico, o qual foi finalizado e apresentado em Oficina Pública realizada no dia 14/01, que mapeou o território por meio de indicadores técnicos, dados sociais e visitas de campo detalhadas.

 

Com a leitura do território concluída, a consultoria apresentou uma síntese estratégica que organizou os desafios e as potencialidades da bacia em categorias temáticas. A partir dessa base, foi realizada a construção de cenários que orientam como o Comitê e os agentes locais podem, de forma articulada, apoiar e incentivar a educação ambiental no Alto Paranaíba.

 

CBH Amap como instância incentivadora

Além da atuação consultiva e deliberativa, os Comitês possuem mecanismos estratégicos para promover melhorias ambientais no território e atuarem como instância articuladora e incentivadora da comunidade.

 

O grande desafio é executar projetos que ampliem a preservação dos recursos hídricos sem interferir na governança local, respeitando a autonomia dos municípios e usuários. Através da aplicação dos recursos da cobrança pelo uso da água, o Comitê consegue viabilizar intervenções práticas que servem de modelo para o desenvolvimento sustentável da bacia.

 

Logo, a empresa contratada elaborou sugestões de projetos, os quais podem ser viabilizados pelo Comitê, que incentivem boas práticas em diferentes frentes, como:

  • Uso da água, sendo projetos coordenados pelo CBH Amap os quais visem incentivar boas práticas de preservação dos recursos hídricos, bem como a sustentabilidade econômica do produtor, como capacitação para irrigantes (uso eficiente da água, cursos sobre diversificação produtiva (agroecologia/agrofloresta);
  • Boas práticas rurais, reconhecendo a importância do setor rural para o território, o Comitê pode investir em ações de extensão e diálogo, como Dias de Campo. A estratégia central é a escuta ativa, garantindo que as soluções ambientais façam sentido para o dia a dia de quem produz;
  • Ensino Básico, colocando a escola como principal centro de influência e formação de opinião nas comunidades, o Comitê pode destinar investimentos estratégicos no ensino básico. Contudo, considerando a carência de profissionais capacitados na área ambiental dentro das instituições, a EnvEx propõe a contratação de uma assessoria especializada para auxiliar na implantação e monitoração de projetos nas escolas.
  • Capacidade Institucional, porque uma das frentes mais estratégicas da proposta é o apoio direto às prefeituras da bacia. Portanto, considerando a carência de profissionais, a empresa também propõe contratar uma assessoria especializada para auxiliar os gestores municipais na estruturação de projetos de educação ambiental e sustentabilidade.
  • Saneamento Básico, entendendo que a preservação dos rios está diretamente ligada à vivência nas cidades, o Plano de Educação Ambiental pode propor boas práticas domésticas em saneamento (água, esgoto, resíduos e drenagem). O objetivo é transformar a percepção do cidadão sobre o ciclo da água e o descarte de resíduos, gerando impactos positivos imediatos na saúde pública.
  • Mudanças climáticas, reconhecendo a complexidade e a urgência dos desafios climáticos globais, a empresa propõe o investimento em ações diretas para mitigar os impactos locais, como cursos de recuperação de áreas queimadas e degradadas (nascentes, áreas de preservação permanente etc).

 

Próximos passos
É importante ressaltar que a construção do Plano de Educação Ambiental (PEA Amap) segue um rito técnico rigoroso e participativo. Atualmente, o processo encontra-se na etapa de Prognóstico, fase em que a empresa contratada compila os dados e percepções coletados durante o Diagnóstico para elaborar o cenário futuro da bacia.

 

Nesta etapa, as soluções são desenhadas para responder diretamente aos problemas identificados no território. Todas as frentes de ação mencionadas, que passam pelos segmentos de Poder Público Municipal e Estadual, Usuários de Água e Sociedade Civil, serão apresentadas detalhadamente em uma Oficina de Prognóstico, com data a ser definida e amplamente divulgada em breve.

 

Este momento será fundamental para que os membros do Comitê e a sociedade civil validem as propostas, garantindo que o PEA seja um instrumento de transformação real, capaz de conciliar o desenvolvimento econômico com a segurança hídrica do Alto Paranaíba.

 

Conheça o PEA Amap
O Comitê da Bacia dos Afluentes Mineiros do Alto Paranaíba viabiliza a construção do Plano de Educação Ambiental da bacia estadual, com intuito de promover práticas de incentivo à preservação e uso consciente dos recursos hídricos do Alto Paranaíba. O projeto envolve investimento de cerca de R$ 410 mil, recursos oriundos da cobrança pelo uso da água, prevista na Política Nacional de Recursos Hídricos. Dessa forma, o valor investido pelos usuários dos recursos retorna de maneira positiva à sociedade e à bacia.

 

Os diagnósticos apresentados pela EnvEx fundamentaram-se em visitas técnicas a 18 municípios e em uma escuta ativa com diversos setores da sociedade, revelando gargalos críticos como o alto consumo hídrico pela irrigação e deficiências severas no saneamento básico regional.

 

A análise, que integrou dados do PIRH Paranaíba a consultas diretas via formulários, evidenciou que o sucesso da educação ambiental na bacia depende de um planejamento rigoroso e de uma comunicação acessível. Para a consultoria, o caminho para o sentimento de pertencimento e para a preservação efetiva reside na adoção de abordagens práticas e territoriais, que conectem as ações do Plano diretamente à realidade e aos desafios cotidianos de cada comunidade.