Loading...

CBH Amap avança na discussão do Plano Integrado de Recursos Hídricos (PIRH) do Paranaíba

Em 26 de junho de 2026

-
  • NOTÍCIAS
CBH Amap avança na discussão [...]

Com o objetivo de construir um plano executável, grupo de trabalho avalia estratégias para otimizar investimentos e fortalecer a governança dos recursos hídricos no Alto Paranaíba Mineiro

O Grupo de Trabalho de Acompanhamento do PIRH (Plano Integrado de Recursos Hídricos) Paranaíba do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros do Alto Paranaíba (CBH Amap), reuniu-se, de maneira remota, nesta sexta-feira (26), para apreciar e deliberar sobre os avanços do Produto 6 (Plano de Ações) e do Produto 7 (Plano de Implementação).

O encontro reafirmou o compromisso do Comitê com a construção de um plano executável, integrado e focado nos desafios reais do território.

O que foi apresentado
O consórcio responsável pelo PIRH Paranaíba detalhou os eixos estratégicos do Plano de Ações, estruturado a partir de quatro programas estruturantes que visam concentrar esforços e otimizar recursos:

  • Horizonte: Gestão estratégica e planejamento.
  • Origem: Focado na qualidade da água e efetivação do enquadramento.
  • Fonte: Segurança hídrica, disponibilidade quantitativa e eventos críticos.
  • Raízes: Proteção, recuperação e conservação da bacia.

Um dos pontos de destaque foi a proposta do Núcleo de Projetos e da Rede UniParanaíba. O objetivo dessas estruturas é apoiar prefeituras e conselhos na elaboração de termos de referência, projetos técnicos e na busca ativa por fontes externas de financiamento - uma necessidade apontada pelos conselheiros diante da escassez dos recursos da cobrança pelo uso da água.

 

 

Destaques da Reunião
Durante as discussões, os conselheiros enfatizaram pontos fundamentais para o sucesso do plano:

  • Priorização do Saneamento: O conselheiro Vicente pontuou que o plano precisa dar prioridade absoluta ao saneamento básico, combatendo o lançamento de esgoto in natura, medida essencial para garantir a qualidade hídrica e a sobrevivência de atividades como a pesca.
  • Setorização: O coordenador Giacomini sugeriu uma "setorização" das ações do plano, para que as políticas sejam mais facilmente assimiláveis por setores específicos, como o agrícola e a mineração, facilitando a articulação com entidades de classe (ex: FAENG, CNA).
  • Monitoramento: Foi reforçada a necessidade de que o acompanhamento das metas não seja apenas burocrático, mas um exercício contínuo nas Câmaras Técnicas, permitindo ajustes de rota em tempo real.

Próximos Passos
O consórcio ressaltou que o processo de construção é contínuo. As sugestões dos membros do GT serão compiladas em uma nova versão dos produtos. Ficou estabelecido que o grupo de trabalho terá um prazo adicional para digerir o conteúdo apresentado e enviar contribuições, garantindo que o plano reflita fielmente as demandas do território do Alto Paranaíba Mineiro.

"Este é um documento para sentarmos e desenharmos juntos. Nosso objetivo não é um plano perfeito no papel, mas um plano executável que solucione os problemas reais da nossa bacia", concluiu a equipe técnica do consórcio.